domingo, 21 de abril de 2013

TIA CLARA E O VEXAME


Mais tarde a prefeitura de Montenegro forneceu
 máquinas modernas tocadas a motor







 Tia Clara

 Um homem numa colheitadeira, faz o trabalho
de centenas de trabalhadores braçais.
Depois surgiu uma máquina tocada à força humana ou animal.
Mais tarde a prefeitura de Montenegro
forneceu máquinas modernas tocadas a motor

mas o ônibus já estava partindo e a porta fechada



 TIA CLARA E O VEXAME



Em épocas passadas, por todo este interior, os colonos, além de muitas outras coisas, também, semeavam trigo. As propriedades precisavam bastar-se tanto quanto possível. Hoje, ninguém mais pensa em cultivar este cereal. Os agricultores compram a farinha e muitas vezes, até o pão.
Lá no início da colonização, o trigo era trilhado com mangual. Depois, surgiu uma máquina tocada à força humana ou animal. Dois homens fortes giravam um equipamento que debulhava as espigas. O trigo saía junto com a palha sendo necessário, depois, separar a sujeira dos grãos. Era, ainda, um processo primitivo, trabalhoso e árduo.
Mais tarde, a prefeitura de Montenegro forneceu máquinas modernas tocadas a motor facilitando a vida dos colonos. Hoje, um homem, sentado com todo o conforto em sua ceifadeira, faz o trabalho de centenas de trabalhadores braçais.
Em Arroio Canoas, Valentim Hentz era o responsável pela trilhadeira. Depois do trigo recolhido na roça, a máquina passava pela comunidade e, mediante o pagamento de uma taxa, cada um podia trilhar seu trigo. 
Quando Tia Clara soube em que dia a trilhadeira passaria lá em casa deu um jeito de vir.
 Ela adorava estas ocasiões e sempre se mostrava muito prestativa.  Recolhia algumas espigas que os trabalhadores deixavam cair e recomendava que tivessem mais cuidado e abria o saco para despejar o trigo debulhado.
 Na trilhadeira havia um ventilador que sugava o ar para produzir uma correnteza que separava os grãos da palha. Tia Clara, num momento de descuido, passou perto do ventilador que, juntamente com o ar, sugou, também, seu vestido e a saia de baixo (una rock) deixando-a só em trajes íntimos. Ela tinha muito pudor e ficou extremamente vexada com a situação. Todos tínhamos um grande carinho pela Tia, mas ninguém conseguiu segurar-se e a gargalhada foi geral. Diante da atitude de todos, ela saiu daí o mais rápido que pode. Não conseguia correr porque estava manca devido a uma sequela que ficara de um tombo que levou quando ia aprender a andar de bicicleta. Minha mãe acudiu-a e a conduziu para dentro de casa.
Depois de muito trabalho, meu pai conseguiu desvencilhar o vestido do ventilador, porém não sem deixá-lo todo despedaçado. Tia Clara não saiu mais de dentro de casa naquele dia. Mais tarde, nós gurizada fomos consolá-la. Dissemos que foi uma fatalidade. Que ela não teve culpa e que não ficasse aborrecida. Dissemos que a amávamos muito e que aquilo para nós significava nada.
 –Pois é, disse ela, mas todos riram de mim. Então, pedimos desculpas.
 No dia seguinte, ela já esquecera o fato e voltou a ser a Tia de sempre. O vestido que mamãe teve de emprestar-lhe ficou apertado nela, mas não houve outro jeito.
Quando embarcou no ônibus meu pai disse que ela deveria fazer um regime por que seu vestido estava apertado. Ela ainda quis responder, mas o ônibus já estava partindo e a porta fechada. Papai esperou o momento certo para mexer com ela. Nós só vimos o dedinho dela apontando na direção de papai, mas não pudemos mais ouvir os seus impropérios.
Quando o ônibus já havia partido, tivemos que rir. Mamãe disse:
-Coitada!

domingo, 14 de abril de 2013

COMO ANTIGAMENTE

 Plinio Schneider preparando o terreno para plantar bata doce. 
 Eram os gritos de um lavrador
 que estava lavrando numa roça aí por perto:



 e, também, do cachorro que, como antigamente,
estava acompanhando seu dono.

encontrei o Ademir Pagliarini
 e sua esposa Marivete cortando pasto de elefante

teve licença do Nico para cortar o pasto.

os dois subiram na carreta



Ele fez a colheita do modo tradicional, como antigamente

A safra foi boa e vai ter feijão para toda a família.


Na casa do Cláudio ninguém vai passar fome neste ano.



COMO ANTIGAGAMENTE

Uma jovem, conversando comigo, falava sobre antigamente. Então lhe perguntei:
- Sabes, que quando a expressão “antigamente” começa a aparecer, com frequência, nas nossas conversas é porque estamos ficando velhos? Beirando os setenta, brinquei com ela. Olhou-me sem compreender no início, mas logo seu sorriso confirmou que havia entendido.
Quando eu era criança, adorava ouvir os mais velhos falando de antigamente. Hoje, troquei de posição e aqui estou eu falando das minhas recordações e aprendizados. Conto casos, falo sobre costumes, tradições, crendices e superstições.
Num dia desses, estava cuidando do meu pequeno pomar quando um som familiar me fez lembrar os tempos de criança. Eram os gritos de um lavrador que estava lavrando numa roça aí por perto:
 -“Prá cima! Prá baixo! Hoit! Har! Astra! No rego!” e outras expressões do vocabulário pertinente.
 Antes do advento da agricultura moderna, toda a terra era arada com tração animal. Então, principalmente na primavera, ouvia-se, por toda parte, a gritaria dos colonos preparando as terras para o plantio.
Peguei a minha máquina fotográfica e fui procurar o lavrador. Era meu vizinho, Plinio Schneider preparando o terreno para plantar bata doce. Tirei várias fotos da junta e, também, do cachorro que, como antigamente, estava acompanhando seu dono.
Há alguns dias, enquanto fazia a minha caminha, encontrei o Ademir Pagliarini e sua esposa Marivete cortando pasto de elefante num barranco na beira da estrada. Pagliarini teve licença do Nico para cortar o pasto. E, como antigamente, depois de carregado todo o pasto, os dois subiram na carreta e puxados por uma junta de bois levaram a carga para casa. Ademir está engordando uma novilha. Certamente, em breve, o freezer estará, novamente, abastecido e para a alegria da Franciele e de toda a família os churrascos de fim de semana estarão garantidos por um bom tempo.
Nos tempos modernos, os agricultores têm colheitadeiras para trilharem sua produção de cereais. Claudio Käfer plantou uma rocinha de feijão. Ele fez a colheita do modo tradicional, como antigamente. Depois de maduros, arrancou os pés de feijão deixando-os secar ao sol.  Em seguida espalhou tudo sobre um pano e malhou com um mangual para debulhar os grãos. A safra foi boa e vai ter feijão para toda a família. Na casa do Cláudio ninguém vai passar fome neste ano. E, quem sabe, ainda sobre um ou dois kg para que ele possa cumprir a promessa que me fez quando estive lá para bater as fotos. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A LUZINHA PISCANTE







A LUZINHA PISCANTE

Então a mãe foi á escola levar uma queixa:
No desfile do dia Sete de Setembro seu filho marchara certo e todos os outros alunos estavam com o passo trocado.
- Isto é uma vergonha! E ameaçou transferir seu filho para outro colégio. As professoras de Educação Física deveriam ser repreendidas e os alunos punidos exemplarmente. Claro que com exceção de seu filho que, ao contrário, deveria receber uma recompensa por ter sido o único a marchar certo.
Quando você acha que todos estão errados menos você, então deve procurar uma luzinha vermelha, piscando no painel de sua vida. É um sinal de alerta. Provavelmente é necessária uma correção de rumo.
Há outras evidências que disparam a luzinha no painel: quando, no convívio com os seus, você xinga mais do que é xingado; quando você é mais exigente em cobrar as dívidas do que em pagar as suas; quando grita mais com os outros do que eles com você; quando os outros o aceitam com paciência e você os trata com estupidez; quando ninguém aprova o seu modo de agir a não ser você mesmo e os seus íntimos. quando você é mais problema que solução; quando a sua opinião, obrigatoriamente, tem que prevalecer; quando toda a comunidade não o aceita e por isso se sente injustiçado; quando a sua oração lhe mostra um caminho e as atitudes o levam a outro; Então você deve prestar atenção na luzinha vermelha. Alguma coisa na sua vida precisa de um novo rumo.
 Talvez você seja o único a marchar com o passo certo.

domingo, 24 de março de 2013

As Caminhadas

achei uma cédula de dez reais na estrada

Achei uma cédula de dez reais na estrada

Uma nota de cem reais ficou presa num pé de milho entre o pendão e a espiga.

 alguns passos adiante encontrei mais uma, mas de vinte reais.
Casa de Gilberto Käfer



AS CAMINHADAS


Se as gerações passadas pudessem voltar, certamente, achariam ridículos muitos hábitos da vida moderna. No tempo deles, por exemplo, se caminhava para ir de um lugar para outro. Percorriam, até, quinze Km, a pé, para irem aos bailes na vizinhança e achavam isso uma coisa muito natural.
As caminhadas, hoje, são uma prática corriqueira. Os médicos as recomendam para compensar a falta de exercícios da vida sedentária moderna. Com alguma relutância no início, acabei aderindo, também, à prática. Caminho sete km todos os dias. Além dos benefícios à saúde, a caminhada é um momento de relax e lazer. Já escrevi um texto “As Flores do Campo” observando detalhes durante o trajeto que de outra maneira, certamente, passariam despercebidos.
O fato que hoje vou narrar, também, aconteceu durante uma dessas caminhadas.
 Ainda era de manhã bem cedo, quando próximo à casa do Gilberto achei uma cédula de dez reais na estrada. Recolhi a cédula e alguns passos adiante encontrei mais uma, mas de vinte reais. Um pouco adiante, uma de cinquenta e depois outra, porém, de cem reais. Então pensei cá com os meus botões: se existissem, a próxima cédula seria uma de quinhentos reais. Pois pasmem, aí, bem no meio da estrada, um cheque de quinhentos reais. E mais adiante mais um, de mil.
Recolhi tudo e fui falar com o Gilberto que acabara de levantar. Ele havia voltado da CEASA na noite anterior e ao desembarcar, todo aquele dinheiro lhe caiu do bolso. Durante a noite o vento norte se encarregou de espalhar aquela dinheirama toda. Descemos até a estrada para procurar mais dinheiro e numa roça aí perto a gurizada achou mais. Uma nota de cem reais ficou presa num pé de milho entre o pendão e a espiga.
Dias depois, o Gilberto veio agradecer e disse que contou o caso na CEASA. Então, um amigo ficou muito impressionado, não com o acontecido, mas com o fato de eu ter devolvido o dinheiro.
Esta história é verdadeira e aconteceu exatamente como a contei. Se alguém duvidar o Gilberto é testemunha. Foram achados nada menos que dois mil e quinhentos reais. 





terça-feira, 19 de março de 2013

ERMINDO ROESLER

 Roesler tinha uma caminhonete Ford ano 1948 com carroceria de madeira
que era considerada um artigo de luxo na época

Ermindo Roesler “Roesla Mind” era um homem proeminente na comunidade

A propriedade, hoje, pertence a Remo e Ilaine Roesler

Residencia de Remo e Ilaine

É um lugar maravilhoso e bem cuidado com açudes e belos gramados

Antigoa residencia de Ermindo

É um lugar maravilhoso e bem cuidado com açudes e belos gramados




ERMINDO ROESLER

Quando Salvador do Sul se emancipou de Montenegro, em 1963, houve muitas comemorações. Organizou-se uma carreata para recepcionar a Comissão Emancipadora que fora a Porto Alegre presenciar a assinatura da lei que criou o município.
Em Campestre, também, a euforia tomou conta da população que, entusiasmada, saiu às ruas para comemorar. Ermindo Roesler “Roesla Mind” era um homem proeminente na comunidade e ele tratou de organizar um grupo de amigos para acompanhar a carreata. Roesler tinha uma caminhonete Ford ano 1948 com carroceria de madeira que era considerada um artigo de luxo na época. Tinha três bancos e espaço para dezesseis passageiros.
 Quando a carreata passava por um povoado, a comitiva largava foguetes em sinal de alegria e entusiasmo pela conquista. Anselmo Hentz, hoje falecido, acendia os foguetes e os largava pela janela. Na subida do Morro do Kauereck o vento ficou frio e alguém empurrou o vidro fechando a janela. Ao passar por Linha Bonita Anselmo acendeu mais um foguete, mas, para seu desespero, viu que a janela estava fechada. O foguete numa disparada maluca foi dando voltas hora por baixo dos bancos, hora por cima da cabeça dos passageiros deixando atrás de si um risco de fumaça e de fogo. Por fim, se alojou em baixo do banco de Ermindo onde explodiu. O ar, na caminhonete, estava irrespirável e o estrondo ensurdecedor da explosão deixou os ouvidos de todos zunindo. Ermindo conseguiu parar o carro e então se virou para os passageiros e disse em alemão: “iets ist´s awa mol bal genuch!”(isto agora já é demais!).
Fui a Campestre em busca de dados para escrever este texto. Ermindo faleceu em 1986. A propriedade, hoje, pertence a Remo Roesler, filho mais novo de Ermindo, e casado com Ilaine. É um lugar maravilhoso e bem cuidado com açudes e belos gramados. Lá, no seu tempo, Ermindo foi agricultor e fabricava queijo. Foi, também, vereador em Salvador do Sul por dois mandatos.
Agradeço ao casal pelas informações e pela carinhosa acolhida. Agradeço, também, ao José Lef por me indicar o caminho, e pelas informações tão úteis para contar esta história.

domingo, 10 de março de 2013

UM FATO PITORESCO

 muitos foguetes foram estourados como sinal de alegria
Casa de Guido onde aconteceu o acidente



O Fix, que era ainda pequenino, só levava dois foguetes,
um em cada mão.

Sempre havia algo para ser inventado. 



UM FATO PITORESCO.



Quando os filhos do Guido eram pequenos, os tempos eram  diferentes. As crianças tinham que usar a criatividade para brincar. Não havia brinquedo comprado. Com bananeiras faziam bois, carroças e casas. Laranjas se transformavam em bolas de futebol ou pegavam uma meia velha e a enchiam com panos e palha. Corriam atrás de preás, procuravam balões de abelhas para chuparem o mel e caçavam passarinhos. Sempre havia algo para ser inventado. Qualquer coisa era transformada em brinquedo.
 Certe vez, houve uma grande comemoração na comunidade. Nosso Clube havia se sagrado campeão mais uma vez. E, como acontece nestas ocasiões, muitos foguetes foram estourados como sinal de alegria pela conquista e, também, para provocar os adversários.   No dia seguinte, a gurizada foi juntar os foguetes que haviam sido estourados durante as comemorações. Os guris do Guido é que, por primeiro, se deram conta de que aqueles foguetes estourados poderiam servir para alguma coisa. De manhã, bem sedo, os quatro subiram ao clube e recolheram tudo o que conseguiram carregar para casa. Quem comandou a operação foi o Antenor, o mais velho. Encheram três sacolas e muito felizes foram para casa. O Antenor o Eitor e o Ili, que estava em casa de férias, carregaram as sacolas, e o Fix, que era ainda pequenino, só levava dois foguetes, um em cada mão.
 Naquela semana havia muito para brincar. Festejaram conquistas, casamentos, festas e, também, o kerb. Porém, depois de uma semana, aquilo já não tinha mais graça. Então, o Eitor teve a ideia de queimar os foguetes no fogão à lenha onde a mãe estava fazendo a comida. Eram onze horas quando se ouviu um estouro fenomenal. A mãe havia saído para recolher os ovos e ao voltar, quando entrava pela porta da cozinha com os ovos, aconteceu a explosão. Entre os foguetes havia um que, ainda, tinha estourado. Os anéis do fogão, a panela de feijão e todo o almoço foram pros ares. A comida estava espalhada por toda a cozinha. Um bife estava grudado no teto e outro no vidro da janela. Com o susto a mãe largou o balaio e todos os ovos se quebraram.
 Por sorte ninguém se feriu e o fogão não sofreu danos significativos. Na casa de Guido, naquele dia, só se comeu pão na hora do almoço. Sequer, sobrou um ovo para fritar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

UMA EXPERIÊNCIA TEMERÁRIA

O meu cabelo ficou reto em pé
como se tivesse feito um penteado Punk.


Comprei um tonel novo num posto de gasolina
 e tratei de prepará-lo para a experiência

UMA EXPERIÊNCIA TEMERÁRIA








O fato que vou contar aconteceu comigo. Há alguns anos, li numa revista sobre fontes alternativas de energia. Entre outras, tratava do biogás. Interessei-me porque parecia ser um processo simples e porque a matéria prima para produzir o gás era o estrume de vaca abundante nas propriedades agrícolas.
Decidi então fazer uma experiência, em pequena escala, para comprovar a tecnologia e mostrar aos colonos os benefícios do biogás e sua viabilidade. Comprei um tonel novo num posto de gasolina e tratei de prepará-lo para a experiência. Encheria o tonel com estrume, e com a fermentação o gás se formaria e se acumularia na parte superior do tonel. Para dar vazão ao gás teria que fazer um furinho na parte superior e soldar um canudinho de metal onde encaixaria a mangueira para conduzir o gás para onde quisesse. Fiz o furinho sem problemas, mas quando aproximei o maçarico aceso para fazer a solda houve uma grande explosão. Havia restos de tíner no tonel que, com a chama, incendiou e fez o tonel explodir. O estouro foi ouvido a três km de distância. Com a explosão o fundo do tonel foi arrancado e bateu violentamente contra uma parede de alvenaria e depois subiu, furando o telhado. No dia seguinte encontraram o tal fundo do tonel na roça do Miguel Royer a uma distância de mil metros. Quando o fundo bateu na parede saltou areia do reboco que me atingiu no rosto com tal violência que fiquei com o rosto todo ensanguentado. O meu cabelo ficou reto em pé como se tivesse feito um penteado Punk. Levaram-me para o hospital do jeito que eu estava. Por azar me encontrei com  o meu amigo Verealdo que se espantou vendo-me naquele estado. Ainda hoje dá risadas quando se lembra do fato e da minha aparência. Por sorte tudo não passou de um grande susto. Uma enfermeira muito carinhosa passou iodo no meu rosto e deu um jeito nos meus cabelos.
Mas não desisti da ideia. Dias depois construí o meu biodigestor. Enchi uma câmera de caminhão com o biogás que ficou esquecido no depósito do Vanderlei por muito tempo. Um dia ele me contou que abriu a válvula da câmera e pôs fogo na saída. Na medida em que o gás saia produzia uma chama azulada.
A experiencia deu certo, porém o método não era funcional por causa da dificuldade de abastecer o tonel com estrume.