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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AKAHOLA

AKAHOLA 
A paz aviltada



 partiu, com sua amada, em busca de um novo lugar 





 Akahola nasceu num vale verdejante cercado por altas montanhas


AKAHOLA

 

 

Akahola nasceu num vale verdejante cercado por altas montanhas que no inverno se vestiam de um branco intenso. Quando cresceu, tornou-se um homem forte, saudável e generoso. Conheceu uma linda jovem e a escolheu para sua companheira. No entanto, a caça, outrora abundante, se tornara escassa. Havia gente demais para o tamanho do vale. Por isso partiu, com sua amada, em busca de um lugar para si. Após dias de caminhada encontrou uma caverna desabitada e a adotou para seu abrigo. Ajudado pela companheira fez dela um lar aconchegante e confortável. Havia caça em abundância, e um manto tênue de paz pairava sobre o lar de Akahola.

Agora já dois filhos enchiam de alegria o coração do casal. Tudo era perfeito e maravilhoso até que dois homens o atacaram para lhe tomar o abrigo e a companheira. A paz fora ferida mortalmente pela ganância e pela inveja dos invasores.

Estamos vivendo uma época em que a paz está ameaçada. Nas comunidades, grandes ou pequenas, os ânimos se acirram. Muitas vezes, o entendimento precisa ceder seu espaço para a discórdia, o bom senso para a ignorância e o equilíbrio para a insensatez. O caminho que convergia para o mesmo destino agora se abre numa bifurcação. Os protagonistas desta situação tentam sorrir o tempo todo, mas, por vezes, não conseguem esconder o ódio que os consome.  

Akahola foi vítima da inveja e da ganância. Por aqui os adversários se digladiam com ofensas pessoais e agressões, muitas vezes, movidos pelo interesse pessoal de garantir um lugar sob a sombra generosa do poder público.

Através desta coluna faço um apelo pela paz. Afinal, somos todos brasileiros. Que a política não ponha abaixo a harmonia entre irmãos dentro das nossas comunidades, muitas vezes, conseguida a duras penas.

 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

AS ANDORINHAS E OS POLÍTICOS




Andorinha




Andorinhas procurando um lugar para nidificar

Espetáculo maravilhoso da natureza



AS ANDORINHAS E OS POLÍTICOS

Todos nós sabemos que em determinada época do ano, aparecem as andorinhas. Sempre no início da primavera, podemos vê-las, primeiro uma ou duas, voando bem lá no alto. Na medida em que a primavera avança o bando aumenta e daqui a pouco já estão procurando, em duplas, um abrigo nas nossas casas para nidificarem. Depois, quando o verão já cede seu lugar para o outono, de repente, olhamos para o céu e nos damos conta de que elas sumiram. É um fenômeno que se repete a cada ano. A natureza as impulsiona para esse ritual e elas obedecem rigorosamente ao seu instinto cravado no fundo da sua memória genética.
Estamos na época das visitas, dos santinhos e das gentilezas. É comum você ser cumprimentado com tapinhas nas costas. “Obrigado André”. Eles se lembram do teu nome e te fazem elogios. Aparecem nos eventos das comunidades. De repente estão aí como as andorinhas; sorridentes educados e amáveis. A diferença é que ELAS aparecem todos os anos e ELES de quatro em quatro. Depois, como por encanto, nos deixam em paz e, aí, voltamos para a nossa rotina sabendo que por quatro anos podemos esquecê-los.
Sei que toda a generalização é injusta. Com certeza há políticos que tem consciência das suas responsabilidades. Tu mesmo deves conhecer vários assim. Mas o assédio fica tão evidente nesta época que podemos concluir que a grande maioria deles está aí somente interessada no teu voto. Cabe a ti fazer a escolha. Ainda que, muitas vezes, por falta de alternativas, tenhamos que votar no menos ruim.
Talvez devêssemos mudar a lei. Sei que os funcionários públicos municipais, estaduais e federais e professores da rede pública, generosamente, são agraciados com uma licença remunerada de três meses para se dedicarem a sua campanha política.  Talvez a lei devesse funcionar ao contrario: que nos últimos três meses fosse proibida qualquer manifestação de convencimento do eleitor. Então o povo votaria conforme a postura do candidato durante os quatro anos. Mas são eles que fazem as leis. Então...
Enfim, está aí uma realidade. Cabe a ti mudá-la se não for do teu agrado.
 Ah, e com certeza, alguma andorinha irá te visitar nesses próximos dias.